A “ansiedade” é uma palavra cada vez mais comum no nosso cotidiano. Pudera: de forma geral, o estilo de vida que levamos atualmente, recheado de estímulos, pressões internas e externas, informações, dúvidas e angústias, com certeza cria terrenos bastante propícios para que esse sentimento aflore.
Você com certeza já sentiu em algum momento da sua vida o seu coração mais acelerado, a sua boca seca, as suas mãos trêmulas e uma vontade de sair correndo e fugir da situação na qual você se encontra, não é mesmo?
Mas então isso quer dizer que todo mundo é pelo menos um pouco ansioso?
Para responder essa pergunta, é preciso, antes de qualquer coisa, fazer uma diferenciação importante entre sentir ansiedade e ter ansiedade como um transtorno. Vamos lá:
Estou ansioso x tenho ansiedade
O sentimento de ansiedade é totalmente natural do ser humano. Ele aparece quando nos encontramos em situações do dia a dia que nos causa bastante inquietação, normalmente porque nos tira da nossa zona de conforto. É o caso, por exemplo, de quando precisamos fazer uma apresentação, começar um novo trabalho ou ter uma conversa difícil.
Nesses casos, algumas pessoas passam pelo famoso processo de “sofrer por antecipação” e ficam dias remoendo aquele momento desafiador até que ele chegue. Outras só sentem o coração acelerar na hora de enfrentar o obstáculo. Qualquer que seja o caso, de uma coisa é certa: esse sentimento tem um motivo concreto e prazo de validade. Trata-se de um estado emocional.
Por sua vez, o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é uma doença psicológica caracterizada principalmente pela preocupação excessiva, muitas vezes com algo que está apenas no plano das ideias.
Assim, pessoas que sofrem com esse transtorno podem fantasiar cenários desastrosos sem nenhuma causa específica, desenvolverem um medo paralisador de atividades aparentemente comuns (como sair de casa e viajar de avião) que se tornam ameaçadoras e estarem constantemente em estado de alerta, esperando o pior acontecer.
Nesse caso, o sentimento de ansiedade se torna crônico e muito mais presente, pedindo orientação especializada.
Como eu sei que estou com TAG?
Apenas o profissional que está acompanhando o seu caso poderá diagnosticá-lo(a) corretamente. Inclusive, em 25% dos casos, a TAG está acompanhada de outras doenças psiquiátricas, como a depressão.
Contudo, alguns sintomas são bastante comuns, que aparecem principalmente durante as crises e que vale a pena serem avaliados e acompanhados. São eles:
- Suor em excesso e tremor nas mãos.
- Falta de ar e taquicardia.
- Náuseas.
- Tensão muscular.
- Insônia.
- Dificuldade de concentração.
- Pânico.
- Inquietação.
- Perda de memória.
Agora, se você já percebeu alguns desse sinais em formatos bem mais leves e passageiros, provavelmente só está manifestando um sentimento que, conforme eu pontuei, é bastante comum do ser humano.
Então todo mundo é um pouco ansioso?
A resposta para a grande pergunta deste artigo é sim! Isso porque todas as pessoas possuem dentro de si mesmas a possibilidade de sentir ansiedade em momentos de grande tensão. O problema é quando essa palavra se torna uma companheira frequente, prejudicando a qualidade de vida e impedindo a realização de atividades cotidianas.
Nunca se esqueça que a melhor alternativa é sempre buscar ajuda especializada de um psicólogo! Quanto antes a TAG for diagnosticada, mais cedo ela poderá ser tratada corretamente e parar de impactar negativamente e constantemente diversos aspectos da sua vida.
