É muito comum que, em algum momento da vida, nos surjam questionamentos sobre nosso valor como indivíduos e na sociedade, seja por nossos trabalhos, estudos, objetivos ou relacionamentos. Afinal, atribuímos esses fatores ao nosso sucesso ou fracasso pessoal, o que pode gerar diversas questões de autoestima e ansiedade.
Portanto, nesses momentos de incertezas, como podemos diferenciar uma autocrítica saudável e válida de um sentimento falso de fracasso, denominado, muitas vezes, de Síndrome do Impostor?
É sobre isso que vamos conversar no artigo de hoje.
Afinal, o que é a Síndrome do Impostor?
A Síndrome do Impostor é um padrão psicológico que causa uma sensação nas pessoas de dúvida constante sobre suas habilidades e conquistas, gerando um sentimento de fraude e fracasso, apesar do sucesso comprovado.
Esse sentimento constante pode prejudicar todos os âmbitos da vida, já que a forma como pensamos sobre nós mesmos(as) está diretamente interligada ao nosso bem-estar. Por isso, é necessário olhar atentamente à realidade do problema.
Como essa síndrome pode se manifestar?
De forma geral, podemos identificar e resumir como principais sinais de alerta dessa síndrome comportamentos como:
- Falta de confiança constante sobre as próprias capacidades, atribuindo sucessos a fatores externos e nunca ao êxito e à dedicação pessoal;
- Perfeccionismo e autossabotagem, não sendo capaz de enxergar o valor em habilidades e conquistas próprias;
- Baixa autoestima e ansiedade constante por sentir que não está conseguindo atingir o que deveria;
- Medo de ser “desmascarado(a)”; e
- Falta de motivação.
Também é importante notar que se culpar é diferente de se questionar, e que é mais do que possível analisarmos nosso comportamento e habilidades de forma saudável e proveitosa. É aí que entra a autocrítica saudável.
Como resolver essa questão aplicando a autocrítica saudável?
Diferentemente da Síndrome do Impostor, esse tipo de comportamento tem como objetivo o aperfeiçoamento e o aprendizado, reconhecendo falhas sem desvalorizar a si mesmo(a).
Assim, ao identificarmos possíveis melhorias a partir de nosso desconforto, podemos nos sentir muito mais motivados(as) e gerar um crescimento e evolução consideráveis. Algumas maneiras de se aplicar a autocrítica saudável incluem:
- Separe aquilo que você faz do que você é: sua dificuldade momentânea não significa que você é incapaz em todos os momentos;
- Agarre-se aos fatos e aos sucessos comprovados, usando-os como provas da sua própria capacidade de conquistar o que deseja;
- Valorize o que funcionou; e
- Estabeleça padrões realistas para si mesmo(a).
Dessa forma, podemos desenvolver um olhar mais crítico e atencioso para nossas ações diárias. O foco é no que pode ser melhorado e não em por que você não seria bom(boa) o suficiente.
Lembre-se: esta voz que diz que você é insuficiente pode estar aí, mas não quer dizer que seja verdadeira.
Caso esteja sentindo dificuldades de combatê-la por conta própria, não hesite em buscar ajuda profissional o mais cedo possível.
